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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Um olhar Muçulmano sobre Maomé e Jesus

(por Abdul Saleeb)
Meu nome é Abdul Saleeb. Nasci e fui educado em um país muçulmano do Oriente Médio. Apesar de ter vivido numa sociedade muçulmana muito conservadora, cresci numa família um tanto liberal. Além disso, minha educação muçulmana foi única devido ao sério envolvimento da minha mãe com o islamismo. Então eu posso confessar honestamente que tive experiências de primeira mão com cada aspecto dos movimentos islâmicos contemporâneos. Pessoalmente, não me considerava muito religioso. Já cheguei até a me voltar para as ideologias marxistas, achando que elas poderiam providenciar soluções reais para as doenças sociais do meu país. Mesmo assim, ao longo de todo esse tempo, nunca duvidei dos fundamentos da minha fé religiosa. Eu via o islamismo como uma fé com ideais tão nobres, que não me considerava digno de ser chamado “muçulmano”, mas eu acreditava de todo coração que o islamismo era a última e mais perfeita religião estabelecida por Deus para toda a humanidade, baseada na revelação final do Senhor, o Alcorão, e que o profeta Maomé era o selo da profecia. Minha visão acerca das demais religiões (especialmente o judaísmo e o cristianismo) era a de que, apesar delas serem basicamente as mesmas já que foram reveladas pelo mesmo Deus, eram todas inferiores ao islamismo porque todas elas tiveram diversos graus de corrupção da mensagem original de seus profetas fundadores, algo que nós, muçulmanos, não fizemos.
Minhas visões religiosas foram radicalmente mudadas quando deixei meu país por causa do “turbulência” civil e fui para a Europa, a fim de continuar meus estudos. Por providência divina e por diversas circunstâncias, acabei me matriculando numa Escola Internacional Cristã.
Uma pergunta que fiz ao meu professor revolucionou a minha visão de mundo. Eu perguntei, “Como é possível a sua palavra de Deus dizer uma coisa e a nossa palavra de Deus dizer algo tão diferente?” Meu professor, que não sabia muito sobre o islamismo, gentilmente perguntou, “Como você sabe que o Alcorão é a Palavra de Deus?” Fui surpreendido por aquela resposta. Eu vivia em um mundo em que as pessoas simplesmente pressupunham que o Alcorão foi ditado palavra por palavra por Deus ao profeta Maomé e ninguém nunca questionava esta afirmação. Aquele breve encontro me forçou a começar uma jornada. Eu me engajei durante horas com meus amigos cristãos em discussões cordiais e debatia sobre a honestidade e veracidade da fé cristã.
Cristianismo e Islamismo
Como quase todos os muçulmanos, minha reação original às afirmações dos cristãos a respeito de Jesus Cristo era de extremo choque. Aquelas afirmações não somente pareciam claras blasfêmias, como também eram absurdas. Como pode qualquer ser racional acreditar em coisas como aquelas a respeito de um profeta honrado por Deus? Apesar das diferenças teológicas entre nós, havia algo na vida daqueles amigos que me causavam uma boa impressão. Havia uma sinceridade no relacionamento deles com Deus e com as pessoas com a qual eu nunca havia me deparado. Então, freqüentemente dizia aos meus amigos que não queria negar a fé deles, mas apenas queria chegar a um acordo para que eu pudesse me agarrar à verdade do islamismo e eles pudessem continuar com a fé que tinham.
De qualquer forma, eu não tinha dúvidas de que a fé deles em Cristo estava baseada em frases que o profeta Jesus não havia realmente dito sobre si mesmo. Minha dificuldade para entender a fé cristã estava muito mais relacionada com as linhas que, historicamente, separaram o islamismo do cristianismo.
Eu não concordava de jeito algum que a Bíblia, especialmente os documentos do Novo Testamento, era confiável quando o assunto era relatar as palavras proferidas por Jesus. Qualquer coisa na Bíblia que descordasse com o Alcorão era automaticamente rejeitada, por ser considerado um ensino corrupto da Bíblia.
Minha jornada espiritual durou meses. Muitas vezes eu encontrava conforto no Alcorão, mas acabava achando mais questionamento que respostas naquele livro. Por exemplo, o tom violento da maioria das passagens do Alcorão (especialmente contra os incrédulos, mas também contra judeus e cristãos) começou a me incomodar quando comparado com a ênfase dada ao amor no Novo Testamento. Uma passagem em particular que me incomodou, principalmente por causa da minha boa amizade com muitos cristãos, foi Sura 5:51:
“Ouve aquele que acredita! Não tenha judeus ou cristãos como amigos e protetores; eles são amigos e protetores apenas uns dos outros. E se você se torna amigo deles, é como um deles. Verdadeiramente, Deus não guia pessoas injustas.”
De qualquer modo, a parte mais preocupante do Alcorão tinha a ver com o caráter do próprio profeta Maomé. De acordo com “Sura 33;37″, Deus puniu Maomé por ele ter desejado se casar com a esposa divorciada de seu próprio enteado, “a fim de que (no futuro) não houvesse dificuldades para os fiéis entenderem que não é permitido que haja casamento com as esposas de seus respectivos filhos adotados, quando os últimos tiverem dissolvido formalmente seu casamento com elas. E a ordem de Deus deve ser cumprida.”
Eu lembro claramente da primeira vez que eu cruzei com esse versículo nos meus estudos do Alcorão. Eu comecei a chorar com grande desgosto e vergonha. Durante toda a minha vida eu ouvi dizer que Maomé foi o profeta mais perfeito que existiu, um exemplo moral para a humanidade, mas o Alcorão mencionava que um bom número das “revelações” feitas por Deus a ele poderia ser de extremo proveito para o próprio profeta!
Cristianismo ou Islamismo
Eu imediatamente escrevi uma carta para minha mãe, com algumas das perturbadoras questões com as quais eu estava me deparando. A resposta que eu recebi para a minha carta de um dos líderes religiosos mais conhecidos do meu país foi que eu deveria apenas continuar meus estudos seculares, sem me prender muito à religião. Por outro lado, conforme meu entendimento sobre a Bíblia ia crescendo, muitas das minhas perguntas começaram a ser respondidas. Mesmo sendo um muçulmano, passei a acreditar que a crucificação de Cristo foi um indiscutível fato histórico, que nenhuma pessoa honesta acostumada a lidar com as evidências da História poderia negar.
O próprio caráter de Cristo, como foi evidenciado, por exemplo, em Seu belo Sermão da Montanha, foi gradualmente causando uma impressão maravilhosa em mim. Mas, na minha opinião, o fato mais impressionante a respeito de Cristo foi a multidão de profecias no Velho Testamento acerca da vinda do Messias. Algumas dessas profecias são tão específicas e elas se encaixam na vida de Jesus tão detalhadamente que é incrível, para mim, perceber como Deus levou centenas de anos na história dos judeus para preparar a vinda do Messias; as profecias abrangeram desde os ancestrais do Messias, a maneira e o local onde nasceu, Sua vida e ministério até as circunstâncias que envolveram a Sua morte por crucificação. Eu estava muito atraído por Cristo, apesar de não poder ainda negar minha própria tradição e passado. Tornar-me um cristão pareceria uma traição definitiva à minha própria família e à minha herança islâmica. A tensão na minha vida era tão forte que eu me senti rasgado em duas partes, como se estivesse literalmente dividido entre essas duas fés.
Mas eu ainda não podia acreditar que Jesus era qualquer coisa além de um simples ser humano. Já que Ele nunca disse explicitamente: “Eu sou Deus e vocês devem me adorar”, as afirmações dos cristãos acerca de Jesus estavam baseadas em especulações e em Evangelhos historicamente desconfiáveis. Certamente, as inacreditáveis frases atribuídas a Jesus foram inventadas pelos novos cristãos e colocadas na boca de Cristo.
Um Muçulmano se Converte
Em meio a toda essa angústia e todos esses pensamentos, eu acordei em uma certa manhã e fui repentinamente surpreendido pelo significado de um versículo escrito pelo profeta Isaías no nono capítulo do livro bíblico de Isaías. Eu tinha lido esse versículo várias vezes antes daquela manhã, mas nunca havia entendido seu significado. Em Isaías 7.14, nós lemos:
“Então o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá , e dará à luz um filho, e Ele será chamado Emanuel.”
Isaías continua, então, a escrever no capítulo 9:
“(…) mas nos últimos tempos Deus fará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, a Galiléia dos gentios. O povo que andava em trevas viu uma grande luz; e sobre os que habitavam na terra de profunda escuridão resplandeceu a luz (…) Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz. Do aumento do seu governo e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o estabelecer e o fortificar em retidão e em justiça, desde agora e para sempre.”
Eu não podia acreditar naquilo! O fato de que o Messias não seria apenas um profeta, mas o Todo Poderoso Deus em pessoa, era então a verdade que foi profetizada no Velho Testamento há mais de 700 anos antes de Cristo nascer, e não algo que os cristãos inventaram muitos anos e séculos depois de Cristo! Era a própria promessa de Deus de que Ele viria em carne (Emanuel=Deus conosco) e que estabeleceria seu Reino, o qual durará eternamente.
Eu meu tornei cristão no dia seguinte, em 20 de janeiro de 1985. Chorei incontrolavelmente enquanto orava e colocava em Cristo a minha fé. Eu não sabia por que, mas apesar de eu nunca ter sentido muita sobrecarga de culpa, estava sentindo uma sensação de paz maravilhosa e um alívio imenso do peso de meus pecados. A sensação de descanso por finalmente ter encontrado a verdade sobre Deus e Sua revelação de amor à humanidade através de Jesus Cristo me trouxe uma satisfação incrível. Um livro que me ajudou tremendamente (e a muitos outros muçulmanos amigos meus que vieram a se tornar cristãos quase ao mesmo tempo em que eu) a responder uma série de questões acerca da divindade de Cristo e da confiabilidade do Novo Testamento foi “Evidências que exigem um veredicto”, de Josh McDowell. Eu recomendo muito esse livro.
Logo depois da minha conversão, decidi dedicar minha vida inteira a propagar as Boas Novas de Cristo entre os Muçulmanos, especialmente às pessoas do meu país. Recentemente, vim aos EUA para receber meus diplomas em Estudos Bíblicos e Teológicos. Eu também sou co-autor de um livro chamado “Respondendo ao Islamismo: Crescendo à luz da cruz.”

FONTE: http://www.suaescolha.com

Entendendo o Hinduísmo: Um Guia Prático para Cristãos


Muito antes do cristianismo chegar ao Ocidente como o conhecemos hoje, ele esteve no Oriente. A história e tradição indiana trilha a origem do cristianismo do primeiro século, através do ministério do apóstolo Tomé na ponta sudoeste da costa do subcontinente. Desde então, os cristãos nesta parte do mundo tiveram uma contínua ligação eclesiástica com a Igreja Ortodoxa Síria, e muitos deles se intitulavam cristãos. Quinze séculos depois, os primeiros missionários da Europa moderna desembarcaram na Índia, mas os primeiros cristãos, ainda mantinham a sua liturgia e tradição do primeiro século. Jawaharlal Nehru, o primeiro-ministro e um dos fundadores da Índia moderna, muitas vezes em seus discursos públicos e narrativas históricas corrigia o equívoco de seus compatriotas de que o cristianismo é uma religião ocidental. Ele tinha a convicção de que o cristianismo era tanto uma religião de seu país como de qualquer outro.
Mahatma Gandhi, o pai da Índia moderna, muitas vezes, encontrou consolo no Novo Testamento. Sua filosofia de não-violência tem suas raízes no Sermão da Montanha. Entre seus hinos favoritos estavam esses clássicos cristãos como “Abide with Me”, “Lead, Kindly Light” e ““When I Survey the Wondrous Cross”. Uma vez Gandhi escreveu: “Houve muitas vezes quando eu não sabia que caminho tomar. Mas tendo ido a Bíblia, em especial ao Novo Testamento, fui atraído pela força de sua mensagem” [2]. Dizer tudo isso não apaga o fato que a existência, missiologia, e prática cristã, continuam a enfrentar obstáculos filosóficos e sociológicos. A natureza sistemática, coerente e vibrante da filosofia e sociologia Hindu representa o maior desafio para a proclamação do evangelho cristão. Portanto, cada cristão, especialmente pastores e ministros, deveriam ter pelo menos um conhecimento genérico sobre tudo o que o hinduísmo é. Uma vez que o conhecimento, diálogo e comunicação se desenvolve, o testemunho torna-se possível dentro de um contexto de respeito mútuo, amizade e partilha. Sidney J. Harris observou que Tomás de Aquino disse certa vez: “Quando você quiser converter alguém à sua opinião, você deve ir até onde ele está” [3].
Este artigo examina três áreas que são fundamentais para um diálogo hindu-cristão: a natureza do ser humano, as diferenças doutrinárias entre cristianismo e hinduísmo, e o terreno comum para o diálogo.

A Natureza Humana

No vasto universo do imponderável, a filosofia hindu sustenta que os seres humanos são simplesmente criaturas microcósmicas. Como eles vieram a existir não é tão importante como o que eles são e para onde estão indo. A compreensão central do hinduísmo da natureza humana e seu destino é condicionada pela lei fundamental do karma. Karma é a lei moral em que o ciclo de nascimento-morte-renascimento, conhecido como o eterno processo da reencarnação, tem lugar, dando inúmeras oportunidades para se escapar das limitações da vida e, finalmente, da própria morte. O hinduísmo não reconhece a realidade do pecado; ele vê o bem ou o mal do princípio ativo do karma, e o principal dever da religião é fornecer um escape do Karma, concentrando-se naquilo que podemos fazer. Um filósofo coloca a responsabilidade do escape sobre os próprios indivíduos: “Um crente na lei do carma é um agente livre e é responsável por todos os bons e maus resultados de suas próprias ações que atendem a sua vida. Ele sabe que cria seu próprio destino, e molda seu caráter, seus pensamentos e atos” [4].
HinduísmoCristianismo
Deus: Ainda que os Hindus acreditem em um onipresente e impessoal, ser supremo, Eles sustentam que esse ser existe em múltiplas formas, tanto do sexo masculino como do feminino, tornando a religião hindu politeísta. Como o divino não pode ser limitado, ele existe em toda parte e em tudo, daí o Hinduísmo é panteísta também. No topo das inúmeras formas estão Brahma, Vishnu e Shiva, a tríade suprema.Deus: A fé cristã está enraizada no monoteísmo, isto é, Deus é único. Ele é o Criador, o Redentor, e o Juiz eterno. Embora a doutrina cristã da Trindade fale do Pai, do Filho e do Espírito Santo, os três são um só em pensamento, ação e efeito. Nem o politeísmo nem o panteísmo existem na doutrina cristã de Deus.
O mundo: Os hindus vêem o mundo como uma extensão de Brahma, o princípio supremo. No entanto, a extensão não envolve qualquer participação ativa por parte de Brahma. Em vez disso, o mundo evoluiu através de sucessivos estágios da matéria, consciência e espiritualidade. Sendo a extensão de Brahma, a natureza e Deus são contíguos, dando lugar a uma fé panteísta.O mundo: “No princípio Deus criou os céus e a terra” (Gn 1:1). Assim começa a Bíblia em seu pronunciamento, que este mundo resultou da atividade criadora de Deus. Na criação do mundo, Deus permanece como o Senhor da criação, em pé sobre e para além dela. Assim, a fé cristã O exalta como o Senhor do universo e se recusa a identificar o Criador com a criatura (panteísmo).
Humanos: Para os hindus, o conceito cristão de Deus criar o ser humano é uma ilusão. O ser humano, assim como todas as outras coisas animadas e inanimadas, é uma emanação, uma extensão de Brahma, o ser supremo. Enquanto a existência procede dele, essa produção não é nem independente nem livre, mas sujeita à lei suprema do karma, que em seu processo cíclico de nascimento-morte-renascimento mantém os seres humanos sempre em busca do eterno.Humanos: Os seres humanos não procedem de Deus, nem evoluíram de formas de vida preexistentes. Ao contrário, Deus escolheu criar o homem à Sua imagem (Gênesis 1:16, 17). Após ter criado a humanidade como Sua obra, Deus deu aos homens a liberdade de escolha, a responsabilidade para a procriação, e deu-lhes a administração da terra. Um ser humano é assim, um ser responsável, com um começo, deveres e destino.
Pecado e salvação: o hinduísmo não reconhece o pecado como uma deliberada rebelião pessoal contra Deus, nem como uma revolta contra sua lei moral, como o cristianismo ensina. O ser humano não é um pecador neste sentido. No entanto, os seres humanos cometem atos de infração contra a natureza e seus semelhantes por causa de seu karma, o princípio predeterminado que controla os movimentos de suas vidas. A salvação vem por um dos três caminhos: o conhecimento, a devoção à divindade, e as boas obras.Pecado e salvação: o pecado é real, é a rebelião humana contra um Deus pessoal. O pecado criou um abismo entre a humanidade e Deus, que não pode ser consertado por quaisquer boas ações que fazem os humanos. A salvação é a libertação do pecado, efetuada pelo amor e pela graça de Deus através de Jesus Cristo, que pagou a penalidade do pecado através de Sua própria morte. Nenhuma obra humana pode trazer a salvação, somente a fé e aceitação de Cristo como Salvador (João 3:16, Efésios 2:8, 9;. Tito 3:5).
Ética e conduta: Embora não haja nenhum código final de moralidade como os Dez Mandamentos, o Hinduísmo encontra o seu fundamento moral na lei do karma: o que se faz ou deixa de fazer afeta o seu destino e eventual processo de reencarnação. Então a vida moral é uma parte essencial da vida. Duas forças significativas desta vida moral são o respeito pela vida, tanto humana como não humana, e ahimsa, o princípio da não-violência.Ética e conduta: a vida humana é para ser vivida em relação com Deus e ao próximo, regida pela lei do amor – altruísta, sacrificial, e todo-abrangente – porque Deus é amor. Este amor é expresso em termos práticos, por meio dos Dez Mandamentos, a lei moral e de conduta da vida (ver 1 João 4:16-18, 05:03, Lucas 10:25-28; Êxodo 20:1-17).
Destino final: A História é cíclica. A humanidade está presa em um interminável processo cíclico de nascimento-morte-renascimento, com cada etapa do processo controlado pela lei do karma. O fim último, após desconhecidos estágios da reencarnação, é se fundir com o princípio universal de Brahma.Destino final: A história é linear. Sob a direção de Deus, ela se move em direção ao seu clímax final, quando Deus destruirá o pecado, os pecadores, e Satanás, a causa original do mal no universo. Com este processo de purificação, Deus criará uma nova terra e um novo céu que vai ser a casa daqueles que aceitaram a sua salvação (Ap 21:1-6; João 14:1-3).
Assim, o próprio destino está em nossas próprias mãos, em nossas próprias obras. Um ser humano deve se esforçar para fazer o bem para erradicar os antecedentes do mal, não só nesta vida, mas das vidas passadas também. Diz o Bhagavad Gita (“Canção do Senhor”), a mais lida Escritura Hindu: “Faze, portanto, o trabalho a ser feito: Para o homem cujo trabalho é puro, alcança de fato o Supremo” [5].
Assim o hinduísmo encontra nas boas obras o objetivo final da moksha ou salvação que traz a libertação completa do ciclo interminável de nascimentos e mortes. Pode-se fazê-lo em sua própria força, sem ajuda externa de qualquer divindade. O Gita prescreve três formas possíveis de moksha: (1) karma-marga, o caminho das obrigações, que incluem rituais e obrigações sociais, (2) jnana-marga, o caminho do conhecimento, o uso da meditação, disciplina intelectual, e contemplação, e (3) bhaktimarga, o caminho da devoção, uma vida de adoração e serviço prestado a um deus escolhido. Uma pessoa pode escolher um ou uma combinação desses meios para atingir a libertação do Karma perpétuo sobre o ciclo da vida.

Hinduísmo e Cristianismo: Diferenças Doutrinárias

Um diálogo cristão e comunicação com um hindu exige uma compreensão e comparação dos princípios básicos destas duas grandes religiões do mundo. Sem entrar em detalhes, o quadro na página compara e contrasta as posições das duas religiões e alguns de seus principais ensinos. [6]

Diálogo Adventista com os Hindus

Pelo que vimos até agora, podemos notar que o sistema de crença hindu é complexo, com uma filosofia e lógica própria, e varia com a posição doutrinária da maior parte da teologia cristã. Nesse contexto, abordar um hindu com o Evangelho se torna difícil. No entanto, o sistema hindu não é um sistema fechado, mas aberto, tolerante e pronto para o diálogo. Devido a isso, podemos nos aproximar de um hindu, sem arrogância intelectual, pensando que temos o monopólio da verdade ou que somos superiores. O que precisamos é humildade, compreensão e respeito um pelo outro. Mesmo que a teologia cristã e o hinduísmo possam ser diferentes em posições básicas como a natureza de Deus, do homem, o pecado, a salvação, e o futuro, há alguns pontos em comum a partir dos quais os cristãos podem continuar a dialogar com os seus amigos hindus.
1. Tanto os cristãos como os hindus têm um enorme respeito pela vida originados a partir da imagem de Deus para os cristãos, e da união com Brahma para os hindus. Isto fornece um ponto para se falar das doutrinas da criação, do pecado e da encarnação de Cristo para a restituição da imagem de Deus, a restauração definitiva do novo céu e nova terra. O conceito cristão de mordomia sobre a criação, que brota do nosso entendimento do Gênesis, pode levar-nos a falar do Senhor da criação e da redenção.
2. O estilo de vida adventista, com base no vegetarianismo e vida saudável, proporciona uma base mais comum para o diálogo com os hindus, que, na sua maior parte, são vegetarianos. Muitas vezes a prática cristã da adoção da cultura ocidental e seus hábitos de comer e beber configura uma barreira negativa à comunicação. Uma testemunha, fiel aos valores bíblicos, será facilmente ouvida entre os hindus.
3. A doutrina hindu da não-violência oferece um cenário perfeito para ensinar o caminho de Jesus de ser altruísta e amoroso ao próximo, como excepcionalmente transmitido no Sermão da Montanha.
4. Todo ser humano sofre de culpa e infelicidade interior. Que melhor oportunidade para falar de Jesus, que oferece a felicidade eterna e o descanso da culpa?

Conclusão

A singularidade de Jesus deve ser enfatizada e pregada, não como uma batalha filosófica a ser vencida, mas sim como um caminho aberto para todas as pessoas. Ele é o Senhor de todos os homens e mulheres em toda parte. Ele é a Luz que ilumina todo o universo. Sua promessa não tem limitação, e seu dom é gratuito. Seu convite é universal: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Pegue o meu jugo sobre vós e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve “(Mt 11:28-30).
O convite de Jesus é aberto a todos, sem discriminação de nacionalidade, língua, cor, casta ou tribo. O cristão tem o privilégio de estender esse convite a todos para que o gentil e amoroso Jesus possa realmente dar liberdade do pecado e a certeza da vida eterna.

Referências

1. All scripture passages in this article, unless otherwise noted, are from the New King James Version.
2. Mahatma K. Gandhi, quoted in William W. Emilsen, ed.,Gandhi’s Bible (Delhi: ISPCK, 2001), v.
3. Sidney J. Harris, quoted in John C. Maxwell, Be a People Person, 2nd ed. (Colorado Springs, CO: David C. Cook, 2007), 92.
4. Swami Abhedananda, Doctrine of Karma (Calcutta: Ramakrishna Vedanta Math, 1989), 14, 15.
5. The Bhagavad Gita, tr. Juan Mascaró (Middlesex, England: Penguin Books, 1962), 3:19.
6. Chart information from the following sources: Thomas Berry, Religions of India (New York: Bruce Publishing, 1971); Josh McDowell and Don Stewart, Handbook of Today’s Religions (Nashville: Thomas Nelson Publishers, 1983); S. Radhakrishnan, East and West: The End of Their Separation (New York: Allen & Unwin, 1954); Thomas Samuel, Bible Speaks to Hindus (Bangalore: Quiet Corner Ministries, 1988); and Ed Viswanathan, Am I a Hindu? (Noida, India: Rupa & Co., 2005).
Artigo escrito por Victor Sam, publicado na revista adventista “Ministry Magazine de Out/2010″. Crédito da tradução: Blog Sétimo Dia http://setimodia.wordpress.com/

Qual a diferença entre Jesus e as religiões do mundo?


Vamos fazer uma breve observação sobre alguns dos principais pontos sobre Jesus Cristo, os quais estão em absoluto contraste com o que dizem as demais religiões do mundo.
Deus deseja desenvolver um relacionamento conosco. Você alguma vez já esteve em um relacionamento no qual sempre teve de tomar a iniciativa? Em geral, esse tipo de relação é muito cansativa e não costuma durar muito. Melhores amigos são aqueles que se curtem tanto a ponto de investirem igualmente parte do seu tempo para desenvolver este relacionamento. Ao contrário das religiões que tentam alcançar seu deus, com Cristo vemos Deus nos alcançando. Jesus Cristo disse porque veio: “para que tivéssemos vida e vida em abundância”. Ele veio para dar àqueles que Nele crêem uma vida eterna e Seu lado.
Jesus afirmou ser Deus. Nenhuma figura-chave de qualquer outra religião no mundo afirmou ser Deus.
Jesus teve uma vida perfeita e mostrou sua divindade através dos milagres que executou, curando os cegos, acalmando tempestades violentas no mar, ressuscitando pessoas mortas, providenciando, num piscar de olhos, comida para milhares de pessoas. As outras religiões do mundo têm líderes que transmitiram mensagens interessantes, mas nenhum deles demonstrou ter o poder de realizar milagres como Jesus fez. Jesus disse: “Acreditem em mim quando digo que eu estou no Pai e Ele está em mim; ou pelo menos acreditem nas evidências dos milagres por si próprios”.
Em muitas religiões do mundo, as pessoas cometem autoflagelação ou realizam rituais de sacrifício a fim de serem perdoadas por seus pecados. Jesus nos oferece perdão porque, como Deus, Ele pagou por nossos pecados em nosso lugar. “Deus demonstra seu imenso amor por nós nisso: sendo nós ainda pecadores, Cristo morreu por nós”. Na cruz, Jesus carregou todos os nossos pecados e pagou por eles.
Jesus ressuscitou dos mortos três dias depois da crucificação.. Muitas religiões falam sobre reencarnação. Jesus, em várias ocasiões, contou aos outros que iria ser crucificado, mas que ressuscitaria ao terceiro dia. Jesus quis provar sua divindade em público, para que não restasse nenhuma dúvida. As autoridades romanas estavam cientes disso, e então colocaram uma guarda romana de 11-14 homens na frente do túmulo de Jesus, e selaram o local com a insígnia romana, alertando as pessoas que não se aproximassem. Ainda assim, três dias depois, o corpo de Jesus desapareceu do túmulo, e Ele apareceu com vida para mais de 500 pessoas. Nenhuma outra religião afirma que sua figura central ressurgiu dos mortos fisicamente, nem sequer declararam que isso iria acontecer com eles.
A mensagem da Bíblia é única. Não é uma coletânea de idéias poéticas desarticuladas. A Bíblia revela Deus e Seu plano para nossas vidas. Ela registra para nós que alguma coisa na história deu errado e que a relação que tínhamos com Deus foi rompida. Ela nos mostra como podemos restaurar esse relacionamento e que benefícios receberemos ao fazer isso. Para acessar um resumo do que a Bíblia fala sobre esse assunto veja: “Conectando-se”.
Essas são apenas poucas diferenças a respeito de Jesus Cristo. Para mais informações sobre as demais religiões do mundo, por favor leia o artigo “Relacionando-se com o Divino”.

FONTE: http://www.suaescolha.com